Atividade sobre o Filme

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Filme: O Clube do Imperador

 

https://www.ead.ufrgs.br/rooda/aulas/editorWebAluno.php?ativ=14675

 

 

 

 1. Descreva uma cena do filme onde o professor está diante de um conflito  moral.

 2. Descreva o conflito moral e  a solução que o professor escolhe.

 3. Identifique os princípios morais envolvidos nesta decisão.

 4. Avalie a decisão do professor: foi uma decisão moralmente correta ou não, por quê?

 

A data final para publicar o texto no webfólio da interdisciplina no ROODA é 11 de maio

 

 

 

 

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

 

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

 

CURSO DE GRADUAÇÃO – LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

 

 

PÓLO DE SAPIRANGA

 

 

INTERDISCIPLINA: Filosofia da Educação

 

PROFESSOR: Jaime José Zitkoski

 

TUTOR: Gérson Luíz Millan

 

NOME DA ALUNA: Janete Dodde Dreyer

 

DATA DA POSTAGEM: 22 / 05 / 2009

 

NOME DA ATIVIDADE: Conflito Moral

 

 

 

 

Filme: O Clube do Imperador

 

 

O filme inicia com o professor Willian Hundert chegando em um helicóptero para a confraternização para a qual foi convidado por um de seus ex-alunos (Sedgewick Bells), aquele que mais lhe deu trabalho na turma de 1976. Nos 20 minutos que se seguiram entre sua chegada e a ida ao bar, onde seus ex-alunos o aguardariam, o professor volta 25 anos ao passado em suas lembranças...

 

Descreverei três cenas relevantes, pois se interligam de maneira fortíssima.

 

 1ª - Um conflito moral do qual o professor esteve diante foi quando se deparou com os quatro primeiros colocados para a participação do concurso Júlio César, que era um evento importantíssimo na escola (1 - Louis Masoudi, 2 - Deepak Mehta, 3 - Martin Blythe e o 4 - Sedgewick Bells), em que apenas os três primeiros colocados se classificariam. Depois de refletir, olhando as provas de seus alunos, resolve aumentar a nota do quarto colocado (Bells), passando-o então para o terceiro lugar, achando que estaria dando a este a chance que ele precisava para mudar sua vida, mas assim desclassificando o aluno que realmente merecera aquele terceiro lugar (Blythe).

 

Avaliando esta decisão do professor, digo que não foi moralmente correta. Embora sua intenção foi a melhor possível: elevar a auto estima de Bells e ajudá-lo a “crescer”, não pensou no sofrimento que causaria ao outro menino.

 

Após colocar no mural da escola a revelação da classificação para o “Concurso Júlio César”, o professor sorria feliz tendo a certeza que havia feito o melhor para Bells, mas ao sair daquele prédio, vê a decepção e o sofrimento do aluno Blythe, que ele havia excluído ao colocá-lo para o quarto lugar e fica pensativo, parecendo estar arrependido, mas não toma nenhuma atitude para mudar o que já havia feito.

  

2ª e 3ª - Depois o professor Hundert esteve diante de um conflito moral idêntico por duas vezes, cercado das mesmas pessoas, onde também achou soluções parecidas. Na primeira vez, em 1976, no Concurso Júlio César, citado acima, descobre que o aluno Bells, que ajudara aumentando a nota para se classificar para este concurso, estava colando; e na segunda vez, 25 anos depois, é convidado por este seu ex-aluno, Bells, para uma suposta confraternização/revanche, réplica do concurso Júlio César, entre as mesmas pessoas, seus ex-alunos da turma de 1976 e novamente percebe que Bells estava recebendo as respostas por um aparelho instalado em seu ouvido.

 

Na primeira situação, no Concurso Júlio César em 1976, o professor, entre uma pergunta e outra, fala para o diretor que Bells está colando, mas este não toma nenhuma providência, dizendo para prosseguir o concurso (o pai deste aluno era um senador importante). A solução escolhida pelo professor foi inventar na hora uma pergunta que ele, em sua sabedoria, teve a convicção que o aluno colante não saberia a resposta, mas que o outro aluno concorrente, Deepak Mehta, saberia, pois havia visto Mehta ler sobre o assunto.

 

Na segunda situação, na “revanche”, o professor Hundert fica surpreso e decepcionado ao ver que o aluno em quem tanto apostara e acreditara, estava colando novamente, agora com métodos mais sofisticados. Fica nervoso e suando, mas busca uma solução: Como na outra situação de 1976, no verdadeiro concurso, modifica novamente a pergunta. Ele sabia que Bells não saberia a resposta, pois não estava ainda na turma quando todos discutiram sobre o asunto.

 

Depois esclareceu-se a intenção de Bells – era tudo uma jogada politicamente armada, para arrecadar votos para ele próprio, que resolveu seguir o caminho do pai, que tanto o desapontara.

 

Após esta descoberta o professor utiliza-se da única arma que um professor pode fazer uso: suas palavras cheias de sabedoria, na intenção de tocar o coração daquele seu ex-aluno. Decepciona-se outra vez ao ver que não o conseguiu.

 

Avaliando a decisão do professor nessas duas situações, creio que a solução dele foi moralmente correta, pois com ela não expôs o aluno/ex-aluno ao ridículo e conseguiu fazer com que a justiça se cumprisse e o outro aluno/ex-aluno vencesse igualmente a competição.

 

Durante a confraternização final, após a revanche do concurso, o professor humildemente corrige seu erro do passado, confessando para seu ex-aluno Martin Blythe o que havia feito há 25 anos atrás, impedindo-o de competir no tão esperado concurso, pedindo-lhe desculpas pelo seu erro e por não tê-lo valorizado como tanto merecia. Desculpas que foram sinceramente aceitas, visto que Blythe matricula seu filho na mesma escola, sendo Hundert também seu professor, que sorri emocionado ao receber o jovem em sua turma.

Como uma complementação do meu trabalho, coloco aqui evidências que não foram exploradas explicitamente pelo filme, mas que eram visíveis:

1 - Creio que o primeiro conflito moral em que o professor Hundert se deparou, foi quanto a professora Elisabete, por quem aparentemente estava apaixonado, mas que era casada. 

2 – A solução que ele escolheu para este conflito, foi permanecer calado, isto é, não confessar seus sentimentos e optou por alimentar seu amor em silêncio, usufruindo apenas de sua amizade.. 

3 – Os princípios morais envolvidos nesta decisão foram: tentar anular seus próprios sentimentos para não causar sofrimentos a outras pessoas; absteve-se de um desejo que julgou não ser corretamente moral.

4 – Sua decisão foi moralmente correta, pois partimos do princípio que não se deve interferir nem destruir um casamento.

Ao final, igualmente teve sua recompensa: Elisabete separa-se do marido e volta para ele

 

 

Citações relevantes durante o filme:

 

Sempre temos que ter esperança!

 

Hundert disse no início O caráter de um homem é o seu destino.

 

Falou que durante 34 anos atuou como simples professor.

 

Creio que ele foi um grande professor, apesar de seu erro com o aluno Martin Blythe.

 

Lema da escola, bordado no brasão: “O fim depende do início”. 

 

O valor de uma vida não é definido por um fracasso ou um sucesso solitário. 

 

Como professores devemos esperar que o ensino mude o caráter de um menino e assim o destino de um homem. 

 

E tenho que citar a mensagem que seus ex-alunos escreveram para ele:

  

“Um grande professor tem pouca história para registrar.

Sua vida se prolonga em outras vidas.

Homens assim são pilares de nossas escolas...

mais essenciais que seus tijolos ou vigas 

e continuarão a ser centelhas e revelações em nossa vida.

 

 

 

 

 

 

 

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