Psicologia - Aula 5

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Nas aulas anteriores, começamos a explorar alguns conceitos importantes da teoria Piagetiana. Nesta aula, vamos explorar os conceitos vinculados à ideia de estágios de desenvolvimento. Para isso, vamos ler alguns textos que destacam algumas características dos quatro estágios. O texto básico sugerido para essa atividade é o seguinte:

 

- Epistemologia Genética e construção do conhecimento de Tania B. I. Marques

 

Epistemologia Genética e Construção do Conhecimento

 

A partir dessa leitura, convidamos você a desenvolver a atividade, em dois momentos:

 

 

- No primeiro momento, destaque as características principais de cada estádio. Poste no seu webfólio do Rooda com o título "Estádios do desenvolvimento". Utilize fonte times new roman 12, espaço 1,5, mínimo de uma página.

 

- No segundo momento, escolha um dos quatro fóruns para participar: sensório-motor, pré-operatório, operatório concreto, operatório formal. Essa participação consiste em destacar as características de um aluno ou mais alunos com o(s) qual(ais) trabalha, justificando por que considera que esteja(m) no período escolhido. Procure refletir também na seguinte questão: a idade de uma pessoa pode ser considerada critério suficiente para sabermos em que período do desenvolvimento intelectual ela se encontra? Por quê?

 

Opcionalmente, sugere-se a leitura do material disponível na biblioteca do Rooda:

 

 epistemologia_genetica_e_construcao_do_conhecimento de Tania B. I. Marques e leitura dos materiais disponíveis na biblioteca do polo:

 

- PIAGET, Jean. Os estágios do desenvolvimento intelectual da criança e do adolescente. In: Problemas de Psicologia Genética. São Paulo: Abril Cultural, 1983. Coleção Os Pensadores.

- PIAGET, Jean. O desenvolvimento mental da criança. In: Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense, 1986.

 

Prazo: 27/04.

 

 

"Estágios do desenvolvimento"

 

 

 

A Epistemologia Genética de Jean Piaget (1896-1980) é o estudo da gênese do conhecimento humano. Este conhecimento é gerado através de uma interação do sujeito com seu meio, a partir de estruturas existentes no sujeito. A aquisição de conhecimentos depende tanto das estruturas cognitivas do sujeito como de sua relação com os objetos. Esta epistemologia estuda a gênese dasno estruturas cognitivas explicando esta gênese pela construção.

 

Construtivismo é a forma de conceber o conhecimento: sua gênese e seu desenvolvimento – e um novo modo de ver o universo, a vida e o mundo das relações sociais.

 

 

Jean Piaget divide esta sua teoria em quatro importantes estágios do desenvolvimento cognitivo:

 

  1.  Estágio sensório-motor de 0 a 3 anos ~> Neste estágio predominam as sensações. Em função das interações com o meio, os reflexos da criança vão se modificando gradualmente e a criança de mais ou menos 18 a 24 meses se parecerá pouquíssimo com o recém nascido. É em torno dessa idade que inicia a capacidade de representação da realidade. A inteligência sensório-motora caracteriza-se por ser exclusivamente prática, perdurando até o aparecimento da linguagem. Brincando com blocos lógicos, o aluno da Educação Infantil os levaria a boca.

 

  1.  Estágio pré-operatório – de 3 até os 7 anos ~> Com o surgimento da função simbólica tem início o chamado período de preparação das operações concretas, mais conhecido como período pré-operatório, desdobrando-se em período simbólico e intuitivo. A capacidade simbólica da criança pré-operatória é marcada pelo egocentrismo. A diferença básica entre este período e o anterior é que o sensório-motor limita-se a “ações na realidade”, enquanto neste existem “representações da realidade”. Não é a linguagem que dará origem ao pensamento, mas sim a capacidade de pensar que dará origem à linguagem. 

          Outro aspecto central do pensamento pré-operatório é a irreversibilidade do pensamento.

 

Nas palavras de Kesselring (1990, p.6), “a criança não consegue converter relações (como na relação direita-esquerda ou da relação ao oeste de...)” que para ela são absolutas, ou seja, a criança não consegue “percorrer um caminho cognitivo (seguir uma série de raciocínios, uma série de transformações num determinado evento, etc.) e então inverter mentalmente a direção, para reencontrar um ponto de partida não modificado” (FLAVELL, 1975, p.161).

          Brincando com blocos lógicos, o aluno atiraria as peças e brincaria com elas de forma mais isolada e também fazendo construções.

 

  1. Estágio operatório concreto – de 7a 11 anos ~> A construção da capacidade de reversibilidade do pensamento assinala o ingresso nas operações concretas. A criança torna-se, então, capaz de realizar operações, ou seja, ações mentais, embora limitadas pelo mundo real. Várias modificações podem ser observadas nas condutas Neste período, são construídas as operações lógicas de classificação e seriação, conservações físicas de substância, peso e volume e conservações espaciais de comprimento, área e volume espacial e conceito de número.

    Brincando com blocos lógicos, o aluno já terá condições de agrupá-los de acordo com seus diferentes atributos.

 

  1.  Estágio operatório formal – de 11 anos em diante~> No período operatório-formal o sujeito terá à disposição instrumentos oriundos do plano das possibilidades, os quais permitem estabelecer relações entre teorias, produzindo nelas transformações. As construções operatório-formais oferecem “uma teoria das relações entre si, enquanto que o agrupamento fornecia uma teoria das relações entre a parte e o todo” (MONTANGERO e MAURICE-NAVILLE, 1998, p. 195). Por ocasião da passagem para o operatório formal há uma inversão nas relações entre o real e o possível. No operatório concreto o real é quem define as possibilidades. As possibilidades são uma categoria do real. A inteligência operatório-formal, ao contrário, cria um mundo de possibilidades de cujo conjunto o real é apenas um setor limitado. O operatório-formal permite trabalhar com o pensamento hipotético-dedutivo e estabelecer relações entre diferentes teorias.

  

O desenvolvimento do sujeito ocorre de forma que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores. É o “caráter integrativo” segundo o qual “as estruturas construídas numa idade dada se tornam parte integrante das estruturas da idade seguinte”. Ou seja, a partir do nascimento, inicia-se o desenvolvimento cognitivo e todas as construções do sujeito servem de base a outras.

 

 

 

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