Segundo Eriksson (1998), existem várias histórias que explicam o surgimento e desenvolvimento do conceito de surdo no mundo. Antes de Cristo, os surdos eram tidos como “deuses” ou seres diabólicos, os quais precisavam ser punidos. Na Antiguidade, os surdos, devido ao fato de não falarem, não eram considerados “humanos”, nem cidadãos, mas sim incapazes. Eram até mesmo proibidos de casar. Por isso não estudavam e não freqüentavam escolas.
A partir de 1500, na Idade Média, o médico italiano Girolamo Cardano (1501-1576), declarou que surdos poderiam ser ensinados a ler e a escrever sem a utilização da fala.
Segundo Moura (2000), também existiram vários educadores de surdos na Europa. Dentre eles, Frei Pedro Ponce de Leon (1520-1584), monge espanhol, que ensinava surdos, filhos de famílias nobres a ler os lábios, falar, rezar, e conhecer as doutrinas do Cristianismo. Ensinava os surdos primogênitos das famílias nobres a falar para que tivessem direito à herança.
Vejam agora os dois principais educadores com métodos diferentes:
Abade Charles-Michel de L´Epée (1712- 1789), francês, dentre os educadores mencionados, merece grande destaque por ter sido o mais importante educador de surdos. Ensinou e apoiou os surdos, fundou a primeira escola pública, o Instituto Nacional para Surdos-Mudos em Paris, treinou inúmeros professores para alunos surdos, também criou métodos de ensino (chamado de Sinais Metódicos), sendo a maioria dos sinais ensinados com a primeira letra do alfabeto em francês, por exemplo, o sinal DIEU (Deus), com primeira letra D. Observe a figura que mostra a estátua de L´Epée fazendo sinal “Deus” com primeira letra D para criança surda.
Não foi L´Epée quem inventou os sinais, nem o alfabeto manual. Ambos já existiam há muitos anos, porém não há registro exato. O alfabeto manual era utilizado pelos monges com o objetivo de se comunicarem na Igreja, porque necessitavam permanecer em silêncio. Porém, os surdos já se comunicavam através de sinais.
Samuel Heinicke (1727- 1790), alemão, era contra a Língua de Sinais e a favor do oralismo. Fundou a primeira escola oral de surdos na Alemanha.
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Samuel Heinicke (1727- 1790), alemão, era contra a Língua de Sinais e a favor do método do oralismo. Fundou a primeira escola oral de surdos na Alemanha.
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Apresento dois principais professores surdos:
Jean Massieu (1772-1845), um dos primeiros professores surdos, francês, deu aula de Língua de Sinais no Instituto Nacional de Surdos-Mudos em Paris, durante 32 anos. Ela seria diretor do Instituto, mas foi afastado pelo médico Jean Itard. Deu aula em outras escolas francesas para surdos.
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Jean Massieu (1772-1845), um dos primeiros professores surdos, francês, deu aula de Língua de Sinais no Instituto Nacional de Surdos-Mudos em Paris, durante 32 anos. Ela ia ser diretor do Instituto, mas foi afastado pelo médico Jean Itard. Deu aula em outras escolas francesas para surdos.
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Laurent Clerc (1785 - 1869), um dos professores surdos, aprendeu Língua de Sinais na França, devido ao seu interesse pelo método utilizado no ensino da língua de sinais por L´Epée. Após, Clerc ministrou aulas de Língua de Sinais nos Estados Unidos.
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Há aproximadamente 500 anos, discutiu-se sobre qual seria o melhor ensino a ser trabalhado com surdos: Língua de Sinais ou Oralismo. Algumas escolas de alguns países optaram pelo método da Língua de Sinais, outras, pelo Oralismo.
No ano de 1880, foi realizado um Congresso Internacional em Milão com o objetivo de discutir o futuro da educação para os surdos. Foi questionado se o ensino deveria se dar em Língua de Sinais ou através do Oralismo. O método oralista venceu por vários motivos, dentre eles, devido à idéia de que sem fala não existe pensamento (filosofia aristotélica), etc.
Após o Congresso de Milão, os EUA continuaram preservando a Língua de Sinais, porém, a Europa, bem como outros países de todo mundo, adotou o Oralismo puro em suas escolas, causa do afastamento de professores surdos, permanecendo apenas professores ouvintes.
Durante aproximadamente 100 anos de predominância do Oralismo, foram obtidos poucos resultados quanto ao desenvolvimento da fala, pensamento e aprendizagem dos surdos. Além disso, a surdez era vista apenas em termos clínicos, tendo como preocupação o estudo da perda auditiva, o desenvolvimento da oralidade, a articulação, etc. A comunicação de surdos, através da Língua de Sinais, se dava em ambientes escondidos como, por exemplo, no banheiro, no pátio das escolas, nos quartos de internatos antes de dormir, e nos pontos de encontros de surdos. Devido a esse fato, a Língua de Sinais nunca se extinguiu, permanecendo como língua na vida dos surdos.
Agora observem os modelos educacionais na Educação de Surdos
No princípio da história de educação de surdos, os surdos eram considerados intelectualmente ‘inferiores’, por isso eram trancados em asilos. Quando perceberam que os sujeitos surdos tinham a capacidade de aprender, começaram a surgir pesquisas e experimentos de diferentes metodologias e formas adaptadas de ensino.
Nesta unidade procuramos enfatizar quatro modelos educacionais na educação de surdos, presentes em maior ou menor intensidade nas escolas para surdos, que são: o Oralismo, a Comunicação Total, o Bilingüismo, a Pedagogia Surda. (STROBEL, 2008)
Clique nos links abaixo para conhecer os Modelos Educacionais de Educação de Surdos:
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